Patologias da Boca

Câncer de Boca

Câncer de Boca

Visão Geral

Os tumores malignos da boca (que englobam a língua, assoalho bucal, bochecha, palato duro e mole e o rebordo dentário) podem ter origem no tecido epitelial de revestimento (carcinoma espinocelular, o tipo mais comum) ou nas glândulas salivares menores distribuídas pela mucosa oral.

Fatores de Risco

Os principais fatores associados ao desenvolvimento de neoplasias na cavidade oral são:

  • Tabagismo constante (cigarros, charutos, cachimbos e derivados).
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas (etilismo).
  • Trauma crônico na mucosa bucal, como o provocado por próteses dentárias mal ajustadas ou dentes fraturados.

Importância do Diagnóstico Precoce

Qualquer ferida ou lesão na cavidade oral que persista sem cicatrização completa por mais de 15 a 20 dias deve ser avaliada por um cirurgião de cabeça e pescoço ou estomatologista e, caso indicado, submetida a uma biópsia. O diagnóstico na fase inicial eleva drasticamente os índices de cura e diminui a agressividade das intervenções terapêuticas.

Abordagens de Tratamento

Por se tratar de uma patologia de comportamento biológico agressivo, o tratamento primário de escolha na imensa maioria dos casos é a ressecção cirúrgica do tumor.

Dependendo da extensão do tumor e das características de invasão, pode ser recomendada a realização do esvaziamento cervical (remoção cirúrgica preventiva ou terapêutica dos linfonodos do pescoço) devido à propensão a metástases linfáticas. Em estágios mais avançados, o plano terapêutico é complementado com radioterapia, isolada ou combinada com quimioterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais do câncer de boca?

Os sinais iniciais comuns incluem feridas na boca (língua, gengiva, bochecha ou lábios) que não cicatrizam em até 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas, dor local persistente, dificuldade para mastigar ou engolir e nódulos endurecidos no pescoço.

Como é realizado o tratamento cirúrgico para tumores de boca?

A cirurgia visa remover o tumor com margens de segurança oncológica adequadas. Dependendo da extensão da lesão, pode ser necessário remover linfonodos do pescoço (esvaziamento cervical) para prevenir a disseminação da doença. Técnicas reconstrutivas modernas são aplicadas para preservar a deglutição e a fala.