Patologias das Glândulas

Glândulas Salivares

Afecções das Glândulas Salivares

Visão Geral

O complexo salivar humano é composto por três pares de glândulas salivares maiores (parótidas, situadas na frente do ouvido; submandibulares, abaixo da mandíbula; e sublinguais, no assoalho da boca), além de centenas de glândulas salivares menores distribuídas pela mucosa do trato aerodigestivo superior.

As afecções que acometem essas estruturas são amplas e podem ser divididas em infecciosas, inflamatórias ou tumorais:

Processos Infecciosos e Inflamatórios

  • Infecções (Sialoadenites): Geralmente agudas, de origem bacteriana ou viral (sendo a caxumba a mais conhecida). O tratamento é eminentemente clínico, englobando hidratação, analgésicos e, se necessário, antibioticoterapia.
  • Inflamações (Cálculos Salivares / Litíase): A formação de cálculos nos ductos salivares obstrui a passagem da saliva, provocando dor e inchaço, principalmente ao se alimentar. Doenças autoimunes, como a Síndrome de Sjögren, também afetam a secreção glandular. O tratamento pode variar de estimulantes salivares e procedimentos endoscópicos (sialoendoscopia) até a ressecção cirúrgica da glândula afetada.

Tumores das Glândulas Salivares

Devido à alta diversidade celular desse tecido, as glândulas salivares podem originar uma grande variedade histológica de neoplasias benignas e malignas:

  • Glândulas Parótidas: Cerca de 80% das neoplasias são benignas, com predomínio do Adenoma Pleomórfico e do Tumor de Warthin.
  • Glândulas Submandibulares: A distribuição é equilibrada, com aproximadamente 50% de tumores benignos e 50% malignos (destacando-se o Carcinoma Adenoide Cístico e o Carcinoma Mucoepidermoide).
  • Glândulas Sublinguais e Menores: Apresentam maior propensão à malignidade (acima de 70% dos casos).

O tratamento de escolha para neoplasias das glândulas salivares é fundamentalmente cirúrgico, visando à ressecção completa da lesão com preservação de estruturas nervosas vizinhas importantes, como o nervo facial nas cirurgias de parótida (parotidectomias). Casos malignos com características de agressividade podem requerer esvaziamento cervical linfático e tratamento complementar com radioterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais doenças das glândulas salivares?

As principais afecções incluem infecções (sialoadenites), cálculos que obstruem os ductos salivares (sialolitíase) e tumores nas glândulas maiores (parótida, submandibular e sublingual), que em sua maioria (cerca de 80%) são benignos, como o adenoma pleomórfico.

O que causa pedras (cálculos) nas glândulas salivares?

A desidratação, redução do fluxo de saliva e composição mineral da própria saliva podem fazer com que sais de cálcio se cristalizem, formando pedras (cálculos) que entopem a glândula, provocando dor e inchaço na mandíbula ou pescoço ao comer.

Quais os riscos da remoção da glândula parótida ou submandibular?

O principal risco na cirurgia da glândula parótida (parotidectomia) é o trajeto do nervo facial, responsável pelos movimentos da mímica do rosto. O Dr. Daniel adota a monitorização nervosa eletrônica intraoperatória para identificar e preservar integralmente os ramos do nervo facial, reduzindo drasticamente o risco de paralisia facial.